Entrevista com – Yagen Moshe, CEO da Shamir Optics
Sobre mim
Nos negócios, estou sempre tentando alcançar um equilíbrio entre firmeza, determinação e sensibilidade ao ambiente em que me insiro.
Na minha vida privada, dou mais espaço às emoções e tento ser presente e atento.
Sobre a minha família
Do lado materno, há a minha avó com 96 anos de idade, descendente de uma influente famíla que enriqueceu com o comércio de tecidos no Iraque, e o meu avô, que era ausente. Em 1951, fizeram o aliyah para Israel e conseguiram esconder os seus aneis de ouro quando sairam do Iraque. Quando chegaram a Israel, passaram um curto periodo na Salame maabara. Então compraram a “Pasha Fashion Store” e uma casa própria logo depois.
O meu pai teve um infância dificil no Iraque. Depois de o meu avô ter falecido num acidente de trabalho, o meu pai foi obrigado a trabalhar numa gráfica e a criar pombos, tal como no romance de Sami Michael. A sua família fez o aliyah para Israel quando ele tinha 14 anos e logo começou a frequentar a escola. Finalizou a escolaridade e alistou-se no exército aos 17 anos de idade. Quando o meu pai foi dispensado do serviço militar, começou a trabalhar no jornal Yedioth Ahronoth e conheceu a minha mãe num ônibus para Ramat Gan aos 18 anos. Logo casaram e estabeleceram-se em Petah Tikva. Ele estudava engenharia civíl à noite, trabalhava de forma independente e era financeiramente estável. A minha mãe estudou arte e literatura. Foi educadora infantil e teve quatro filhos. Eu sou o bebê da família.
Infância
Em Petah Tikva a nossa situação econômica era boa. Chegava em casa da escola e imediatamente ia com os meus amigos brincar na rua. Joguei futebol no Maccabi Petah Tikva F.C. e ainda hoje sou fã desse time. Frequentei aulas de teatro, mas o meu pai não quis que estudasse no Thekma High School of Arts. No seu ponto de vista, tinha que ser um advogado ou um CPA, se não seria um fracasso. Assim fui trabalhar e estudar computação e eletrônica. Sonhei em ser ator e atuei até aos 18 anos. A paixão por atuação nunca me abandonou, mesmo passado todos estes anos. Apesar de alguma nostalgia por não ter cumprido os meus sonhos neste capítulo, não me arrependo de nada. Mesmo em frente aos meus colaboradores, o senso da atuação nunca me abandonou.
Contabilidade
Depois do meu serviço militar numa unidade terrestre da Força Aérea no IDF e da minha viagem pós-serviço militar, candidatei-me à Faculdade de Estudos Acadêmicos de Administração para estudar contabilidade. Como não aceitava dinheiro do meu pai, trabalhei como funcionário de armazem na Super-Pharm. Fui então promovido a gerente da seção de fraldas e produtos femininos. Depois disso, trabalhei numa pequena empresa de contabilidade. Estagiei na Kost Forer Gabbay. Depois de ficar lá por 5 anos, tinha que decidir se ia continuar lá ou sair da empresa.
Carreira
Guy Eliav, que conheci através da contabilidade, me contratou para a Tapuz como diretor financeiro e entrei num periodo particularmente desafiante, com um conjunto de jovens inexperientes. Falhamos porque não entendiamos o mundo financeiro da gestão e não tínhamos apoio financeiro. Depois de 2 anos, quando Ilan Ben Dov comprou a empresa, fui numa viagem de seis meses para a Austrália e Nova Zelândia. Quando voltei a Israel, abri o computador e vi que o Guy tinha inserido os meus dados numa página de encontros que o Tapuz tinha lançado. A primeira mensagem que recebi foi de uma certa Keren Or. Tinha sido aceito como contador na Comsk, uma empresa de segurança de dados.
Keren Or
A minha esposa é artista e carpinteira. Restaura e controí mobília. É a minha parceira em tudo o que faço. Juntos nós criamos nossos 3 filhos. Graças a ela, posso estar em qualquer lado do mundo e ser bem sucedido, e os acionista reconhecem isso. Vivemos agora em Singapura. Quando estou aqui em Israel, uma semana por mês, ela gere tudo lá.
Shamir Optical Industry Ltd.
Depois de quatro anos na Comsk, a Keren queria que nos mudássemos para o norte de Israel, por isso comecei a procurar trabalho por lá. Um amigo que estava envolvido com a Shamir ofereceu-se para me arranjar emprego lá como CFO. Eu e a Keren alugamos um apartamento em Kibbutz Snir. Estávamos convencidos que íamos ficar lá por um ano ou dois, mas ficamos 15 anos. A meio de 2014, fomos enviados para Singapura e há um ano fui nomeado como CEO.
A empresa desenvolve, fabrica e vende lentes oftálmicas através de lojas e redes de Ópticas, de acordo com uma prescrição ajustada ao paciente, com 97% de sua receita proveniente de operações fora de Israel. Somos donos de cerca de 30 empresas em todo o mundo, com participações totais ou parciais. Recentemente lançamos as “Learning Lenses”, que são lentes que contêm informação recolhida sobre os nossos clientes de todo o mundo por forma a inovar e melhorar os ajustes aos clientes.
Singapura
Vivemos lá há 5 anos. Como a família se adaptou bem ao país, estava seguro que podia ficar em Singapura como CEO. Há anos que vivo em aviões. A maior parte do Quartel General fica aqui em Israel. O desenvolvimento está dividido entre Kibbutz Shamir, outras zonas de Israel, Singapura e o resto do mundo. Não temos vergonha do nosso caráter israelita. Bem pelo contrário!
Tempo livre
Faço exercício todos os dias. Adoro fazer mergulho em locais magníficos pelo mundo com toda a família.
Prespectiva Futura
Sabia que os primeiros dois anos de trabalho seriam difíceis. Quando começar a ficar mais estável, posso implementar o nosso plano estratégico. Quando as crianças crescerem um pouco mais, vamos voltar a Israel.
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